Atleta de saltos ornamentais fecha Mundial em 37º, anota a pior pontuação da vida e explica momento: “A dor no abdômen mexeu comigo e eu sou a rainha das escorregadas”
Ingrid Oliveira estava com lágrimas nos olhos na zona mista após sua pior pontuação da carreira, que culminou com a 37ª e última posição na prova de plataforma 10m do Campeonato Mundial, que está sendo disputado em Budapeste, na Hungria. Foi a última atleta a passar pelos jornalistas, ficou mais de vinte minutos conversando com sua técnica, Andréia Boheme. Um andar calmo e com olhar de desapontamento até chegar no lugar destinado à imprensa brasileira. Claramente mais madura do que há um ano no relacionamento com os jornalistas, variou sorrisos e lágrimas na conversa, e diz que uma dor no abdômen e a plataforma escorregadia a atrapalharam bastante:
– Esse chão é um chão mundial, ele não é o que é o do Maria Lenk (local onde treina), a maioria é um tapete preto específico. Aqui, fica tudo molhado. E isso pode acontecer de escorregar, e eu sou a rainha de escorregar (risos). Coloquei uma toalha, mas ela mexia. Essa dor que estou sentindo no abdômen mexeu muito comigo, não conseguia treinar, surgiu do nada. Quando faço força, dói – disse.
A atleta começou a competição na Hungria de forma regular, terminando em 16º a primeira rodada de saltos, e em 21º a segunda. As 18 melhores avançavam para a próxima etapa. Até aí, ela estava no bolo. Mas veio novamente o duplo e meio mortal de costas, aquele salto em que ela tirou nota zero no Pan e nota dois na Olimpíada. Ingrid novamente não se deu bem, tirou 3 e 4, e despencou na classificação para 33º. Depois, em acrobacias que está acostumada a acertar, também não foi bem, terminando em 37º.
Na Olimpíada e no Pan, Ingrid foi envolvida em polêmicas fora da água. No Pan de 2015, recebeu uma série de comentários maliciosos e ofensivos nas suas redes sociais após uma foto postada antes do início da competição. Na Olimpíada do Rio, brigou com sua dupla Giovanna Pedroso em uma noite em que pediu para que a companheira saísse do quarto para que pudesse ficar a sós com um atleta, Pedro Henrique, da canoagem.
O Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos envolve seis modalidades: saltos ornamentais, natação, nado sincronizado, águas abertas, polo aquático e o salto de plataforma alta. A Hungria receberá 2000 atletas, e a delegação brasileira conta com 60 competidores. A natação começa só no dia 23.



