O governador Reinaldo Azambuja foi homenageado nesta segunda-feira (6.11), durante a abertura da 17ª Conferência Internacional Datagro – “Um novo começo para o açúcar e etanol”, realizada em São Paulo, como um colaborador e incentivador do RenovaBio, proposta de regulação que busca a indução de ganhos de eficiência energética na produção e no uso de biocombustíveis dentro de metas de descarbonização do meio ambiente. O Brasil é o país mais avançado do mundo na área de biocombustíveis, ao substituir 36% da gasolina por etanol, e substituir 8% do diesel fóssil por biodiesel. Mato Grosso do Sul é o primeiro Estado brasileiro no ranking da conversão de cana moída em bioeletricidade exportada.

O governador falou sobre as potencialidades e as projeções de crescimento do setor sucroenergético e contribuição do Estado na utilização de fontes renováveis de energia. Após painel de palestras na Conferência, o governador participou de almoço com executivos da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos (Anfavea), uma das patrocinadoras do Renovabio. O secretário de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, acompanhou o governo no evento.

Ainda em São Paulo, o governador se reuniu com o presidente da Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul, Roberto Hollanda, para tratar de suporte de infraestrutura e logística em Angélica, Caarapó e Maracajú, onde estão três das 20 unidades de produção de açúcar, etanol e bioeletricidade instaladas em Mato Grosso do Sul.

Desempenho na economia
No eixo do agronegócio, favorecido pelo mercado, condições climáticas e incentivos, o setor sucroenergético de Mato Grosso do Sul recuperou na última safra e deve manter no ciclo 2017-2018 volume de produção nos patamares da maior colheita e processamento da cana-de-açúcar dos últimos cinco anos. A recuperação do setor é animadora, segundo os analistas.

O Estado, que já detém boas fatias nos elos da cadeia do agronegócio, com a produção de grãos e carne, retoma posições importantes com impactos positivos na economia de pelo menos 39 municípios de Mato Grosso do Sul, segundo o governador Reinaldo Azambuja.

De 2005 a 2014, esse segmento do agronegócio fez crescer em 217% o PIB per capita de Rio Brilhante; 415% o PIB de comércio e serviços de Nova Alvorada do Sul e crescimento de 2.703% na arrecadação de ISS em Angélica no período de 10 anos. Cerca de 40% de todo açúcar consumido pelo Uruguai são supridos pela usina de Maracaju. São 20 unidades sucroalcooleiras hoje no Estado, concentradas nas regiões Sul e Sudeste. O setor chegou a projetar um poliduto para tornar mais competitivo o etanol produzido no Estado.

O setor sucroenergético é um dos principais segmentos da agricultura em Mato Grosso do Sul, ao lado da soja e do milho. Na safra 2016-2017, foram colhidas 50,27 milhões de toneladas, crescimento de 3,3% em relação à colheita anterior. Para a safra 2017-2018, a Associação dos Produtores de Bionergia de Mato Grosso do Sul (Biosul) prevê crescimento de 2,2%, projetando uma safra de 51,4 milhões de toneladas.

No Estado, são 20 usinas e todas produzem o etanol hidratado e pouco mais da metade produz açúcar. Hoje Mato Grosso do Sul é o quinto maior produtor de açúcar e está recuperando a produção nos patamares da safra de 2012/2013, quando foram produzidas 1,742 milhão de toneladas. A produção deste ano chegou a 1,742 milhão de toneladas. O pior desempenho na produção de açúcar nas últimas cinco safras foi a do ciclo 2015-2016, com volume de 1,325 toneladas.

Fonte: MS Noticias/Por: Edmir Conceição

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