O Ministério Público sugeriu que a estátua de 400 quilos de bronze seja instalada em outro trecho da Afonso Pena, em frente ao Parque das Nações Indígenas.

Enquanto aguarda escolha do local definitivo, estátua de Manoel de Barros vai ficar em exposição no Museu de Arte Contemporânea (Marco), em Campo Grande.

O trecho sugerido é nos altos da avenida Afonso Pena, no canteiro central largo em frente ao Parque das Nações Indígenas, onde o trânsito é mais tranquilo na avenida Afonso Pena. É o local sugerido para instalar a estátua do poeta Manoel de Barros. O pedido foi feito à Justiça pelo procurador Evaldo Borges.

MP sugere instalação de estátua de Manoel de Barros em avenida de Campo Grande

MP sugere instalação de estátua de Manoel de Barros em avenida de Campo Grande

O secretário estadual de Cultura e Cidadania, Athayde Nery, disse que o espaço não está descartado, mas existem outras opções e é preciso ouvir a opinião do cartunista e escultor Ique.

Enquanto não há uma definição sobre o local de instalação, a obra continua aberta para visitação do público no Marco. A entrada é de graça.

A estátua foi apresentada em abril. A ideia era instalar no canteiro central da Afonso Pena, só que no centro da cidade, mas a ideia, não vingou porque o local era uma área militar, tombada pelo patrimônio histórico.

Independente do local de instalação, a obra precisa ser preservada pelo valor cultural e econômico, já que se trata de um investimento público de R$ 232 mil.

Polêmica envolvendo a estátua

Manoel morreu em Campo Grande em 2014. Em 2016, o governo de Mato Grosso do Sul encomendou ao artista plástico Ique Woitschach uma estátua de bronze para homenagear o centenário de nascimento do poeta. A escultura, de 400 quilos, e que demandou um investimento de R$ 232 mil, foi apresentada em abril deste ano. Desde então a data para a instalação era incerta, porque o governo queria instalar a obra no canteiro central da avenida Afonso Pena, entre as ruas Rui Barbosa e 13 de Maio.

A secretaria municipal de Cultura e Turismo de Campo Grande (Sectur) deu parecer favorável ao município para a instalação na área pretendida pelo governo do estado, mas o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul (Ihgmgs) se manifestou contrário, porque no local existe um sítio arqueológico militar.

O Ministério Público estadual (MP-MS) entrou então, na sexta-feira, dia 1º de setembro, com uma ação para impedir a instalação da estátua. Alegou que a área pretendida é tombada pelo patrimônio histórico e cultural da cidade e que para qualquer intervenção no canteiro da avenida seria necessária a aprovação da Sectur e também do Ihgmgs.

No dia 4 de setembro, o juiz da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, David de Oliveira Gomes Filho, se inspirou no trabalho de um dos maiores poetas brasileiros, Carlos Drummond de Andrade, para escrever em forma de poesia um trecho da sentença sobre o destino da estátua que faz homenagem a outro gênio das palavras, o também poeta Manoel de Barros.

Na sentença, o juiz determina que a área inicialmente preparada para receber a estátua fosse recomposta, e que em um prazo de 60 dias, fosse determinado em comum acordo com a Sectur e o Ihgmgs, um novo local para a instalação da escultura. Estabeleceu ainda que no caso de descumprimento será aplicada multa de R$ 100 mil em favor do Fundo Municipal de Meio Ambiente.

Fonte: TV Morena

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