Por volta das 09h25 (horário de Brasília), o contrato julho/17 registrava 131,20 cents/lb e queda de 70 pontos (fechamento da sessão anterior), o setembro/17, referência de mercado, estava cotado a 133,20 cents/lb com desvalorização de 335 pontos

Os contratos futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) caem cerca de 300 pontos nesta manhã de segunda-feira (24), mas seguem acima do patamar de US$ 1,30 por libra-peso. O mercado realiza ajustes técnicos após registrar alta de mais de 2% na semana passada e o vencimento setembro/17 atingiu máximas de 10 semanas.

Por volta das 09h25 (horário de Brasília), o contrato julho/17 registrava 131,20 cents/lb e queda de 70 pontos (fechamento da sessão anterior), o setembro/17, referência de mercado, estava cotado a 133,20 cents/lb com desvalorização de 335 pontos. Já o vencimento dezembro/17 caía 335 pontos, a 136,75 cents/lb, e o março/18, mais distante, tinha baixa de 375 pontos e estava sendo negociado a 139,85 cents/lb.

Na semana passada, o terminal externo oscilou com suporte o financeiro, informações sobre a safra 2017/18 do Brasil e também diante dos temores com geada em algumas origens produtoras do Brasil. No mercado interno, os negócios com café permanecem acontecendo de forma lenta, uma vez que os trabalhos de colheita seguem sendo realizados.

No Brasil, por volta das 09h25, o tipo 6 duro era negociado a R$ 450,00 a saca de 60 kg em Espírito Santo do Pinhal (SP) – estável, em Guaxupé (MG) os preços também seguiam estáveis a R$ 460,00 a saca e em Poços de Caldas (MG) estava sendo cotado a R$ 450,00 a saca.

Veja como fechou o mercado na sexta-feira:

Café: Bolsa de NY fecha semana com alta acumulada de mais de 2% e setembro/17 tem máxima de 10 semanas

O mercado do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) teve mais uma semana de altas, mais de 2% nos principais vencimentos, e as cotações encerraram o pregão desta sexta-feira (21) mais próximos do patamar de US$ 1,40 por libra-peso. O setembro/17 fechou no maior patamar em dez semanas. O terminal externo oscilou durante a semana com suporte o financeiro, informações sobre a safra 2017/18 do Brasil e também diante dos temores com geada em algumas origens produtoras do Brasil.

No mercado interno, os negócios com café permanecem acontecendo de forma lenta, uma vez que os trabalhos de colheita seguem sendo realizados. (Veja mais informações abaixo)

Nesta sexta-feira, o contrato julho/17 fechou a sessão cotado a 131,20 cents/lb com queda de 70 pontos, o setembro/17, referência de mercado, registrou 136,55 cents/lb com avanço de 155 pontos. Essa é o maior patamar desde 11 de maio. Já o vencimento dezembro/17 encerrou o dia com 140,10 cents/lb e também valorização de 155 pontos e o março/18, mais distante, subiu 160 pontos, fechando a 143,60 cents/lb.

Durante a semana, as cotações do arábica em Nova York tiveram suporte importante do financeiro. O dólar comercial caiu forte durante a semana, mas acabou encerrando a sessão desta sexta com alta de 0,45%, cotado a R$ 3,1408 na venda, com investidores otimistas com as atitudes do governo para a meta fiscal. O câmbio impacta diretamente nas exportações da commodity.

“Quando a moeda está caindo, (os exportadores) vendem café e açúcar o mais rápido que podem. Quando está se recuperando, eles não sentem a necessidade de fazer isso”, disse na véspera à Reuters o analista internacional da OptionSellers, James Cordier. O petróleo também impactou os preços positivamente nos últimos dias, chegando a US$ 47 o barril, pois tem peso no índice de commodities, já que serve de referência para os fundos atuarem no mercado.

O clima mais frio no Brasil também seguiu no radar dos operadores durante a semana. O Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR) e o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) chegaram a alertar por duas vezes os produtores para possibilidade de geadas atingirem áreas do grão no estado. Há também preocupação com uma possível propagação de broca nesta e na próxima safra, destacou à Reuters Shawn Hackett, presidente da Hackett Financial Advisors.

“As bolsas internacionais já vinham pressentindo que não haveriam prejuízos para a safra com o clima no Brasil e as cotações tiveram correção ante essa ansiedade, dessa forma é possível que o mercado realize um pouco de lucros e níveis mais baixos possam ser vistos”, disse em seu boletim durante a semana o analista de mercado da Maros Corretora, Marcus Magalhães.

A colheita de café da safra 2017/18 do Brasil estava em 65% até o dia 18 de julho, segundo a Safras & Mercado. Levando em conta a estimativa da consultoria, de 51,1 milhões de sacas de 60 kg, é apontado que já foram colhidas 33,35 milhões de sacas. No ano passado, no mesmo período, o Brasil tinha colhido 64% da safra e na média dos últimos 5 anos para o período em 63%.

Segundo o analista de mercado da Safras & Mercado, Gil Carlos Barabach, o clima mais seco nos últimos dias favoreceu o avanço dos trabalhos no campo. “E o bom avanço dos trabalhos ao longo das últimas semanas elevou a oferta disponível de café no mercado. No caso do café arábica, segue a queixa de uma safra miúda, especialmente no Sul de Minas e em São Paulo”, disse.

Fundamentalmente, outro fator que pesa sobre o mercado são as informações sobre o abastecimento do grão. Os estoques de café verde dos Estados Unidos fecharam o mês de junho com alta de 180,42 mil sacas de 60 kg, totalizando 7,29 milhões de sacas. Esse é o maior valor já registrado desde fevereiro de 1994.

A ED&F Man da Volcafe afirmou à agência de notícias Dow Jones Newswires que “os suprimentos do grão nos EUA continuam a ser volumosos…”, já que renovaram a alta do mês anterior.

O Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) divulgou estudo em que mostra a produção brasileira na safra 2018 deve totalizar 52 milhões de sacas, o que representa uma alta de 8,3% ante a produção de 2017. Em um cenário otimista, a colheita pode chegar a 63 milhões de sacas.

“Há preocupação e evidências de que as mudanças climáticas possam afetar a produção de café e de outras culturas e criações. O Bureau de Inteligência Competitiva do Café (2016) observa que a elevação de temperatura poderá reduzir a área apta ao cultivo de café pela metade nas próximas três décadas”, diz o ministério em seu estudo.

Mercado interno

Segundo analistas e reportes durante a semana, os negócios com café permanecem acontecendo lentamente nas praças de comercialização do Brasil. Os cafeicultores brasileiros seguem à espera de melhores patamares de preço e estão bastante atentos com os trabalhos de colheita no campo. Esse cenário tem sido recorrente nas últimas semanas à medida que a colheita avança no país.

“Agentes do setor cafeeiro continuam afastados do mercado, limitando as negociações de arábica e de robusta. Quanto aos preços, segundo pesquisadores do Cepea, o arábica tem sido influenciado principalmente pelas cotações externas e pelo dólar”, reportou o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP).

No fechamento semanal, o balanço foi positivo nos preços nas praças de comercialização verificadas pelo Notícias Agrícolas.

O tipo cereja descascado anotou maior variação na semana em Patrocínio (MG) com alta de 2,11% (+R$ 10,00) e saca a R$ 485,00 a saca. Guaxupé (MG) teve o maior valor de negociação dentre as praças no período com R$ 505,00 a saca e alta acumulada de 0,40% (+R$ 2,00).

No tipo 4/5, a maior variação na semana foi registrada em Franca (SP) com desvalorização de 2,00% (-R$ 10,00) e saca a R$ 490,00. Maior valor de negociação no fechamento da semana dentre as praças.

O tipo 6 duro teve maior oscilação na semana em Franca (SP) com baixa de 2,08% (-R$ 10,00). Ainda assim, a cidade teve a cotação mais expressiva no fechamento da semana com R$ 470,00 a saca.

Na quinta-feira (20), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 455,07 e queda de 0,37%.

Fonte: Portal do Agronegócio

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